Como curo essa dor?

A primeira coisa que a boa conduta médica manda para o tratamento das dores, e sempre faço com meus pacientes de Dor Facial, é explicar bem sobre o que queremos e até onde podemos na solução do seu problema.

A dor Facial é uma doença multifatorial. Isto significa que ela é de um tipo de doença humana que obedece a um misto de influência tais como genética, de gênero (hormônios sexuais), dos tipos psicológicos, fatores ambientais e por fim, da longevidade. Sim, alguns tipos de dores são a outra face dessa dádiva que a gente vem recebendo que é a longeva expectativa de vida. Esse novo elemento nos impõe um urgente redimensionamento da noção de sucesso em uma terapia de dor.

Na Idade média, por exemplo, mais da metade das crianças morriam até os dois anos e os adultos tinham uma expectativa de vida de 37 anos. No Brasil, em 1960 a expectativa de vida era de 54 anos e hoje, de acordo com o IBGE, a média de vida do brasileiro é de 72,7 anos (75 para os nascidos no sul do país).

Portanto, não é difícil pensarmos que boa parte das infecções ou traumas que matavam nossos antepassados, hoje não mata mais. E é aí, com essa mudança do que nos mata e nos adoece que apareceu uma doença que não existia – A dor. O que antes era um sinal de um problema, agora é o problema. Ainda não é um conceito estabelecido, mas eu hoje considero a dor uma doença. As pessoas hoje adoecem de Dor. O problema é que os profissionais ainda não se prepararam para ela e, mesmo os que se prepararam, hoje têm limitações intransponíveis.

E é por tudo isso, por ser uma doença que recebe influências de tantas coisas e tendo a gente tanto tempo de vida para acompanhar essa evolução, que devemos pensá-la sob um conceito diferente de cura.

Hoje em dia, nos tratamentos que eu proponho aos meus pacientes, definimos projetos de curto, médio e longo prazo. No primeiro momento o que queremos é tirá-lo da crise. Fazemos isso logo no início e dura até um mês. Depois nossa proposta é diminuir o máximo de tempo o intervalo dessas crises e quando ela vier, deverá vir menos intensa e o paciente saberá lidar com ela a partir de técnicas e conhecimentos de medicações apropriadas para superá-las. As melhores esperanças para uma pessoa com dor crônica é que ela melhora em 50%, tanto em número de crises quanto em intensidade da dor. Por isso é fundamental que você tenha o seu problema diagnosticado o quanto antes e inicie rapidamente seu tratamento. Sabemos de trabalhos científicos e de nossa própria experiência que quanto mais rápido, mais efetivos são os tratamentos para esse tipo de problema que obrigatoriamente devem ser multimodal (uso de vários tipos de remédios) e multiprofissional (vários profissionais de saúde).

Mas esses são dados da literatura. Em nossa proposta terapêutica sabemos que juntos podemos desafiar o impossível. Precisamos ser afirmativos, precisamos de um motivo pra curar, precisamos de uma utopia.

Se as coisas são inatingíveis… ora!
Não é motivo para não querê-las…
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!

DAS UTOPIAS – Mário Quintana.

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